Não sei para onde foi parar toda a energia do começo do ano que me fazia ir a academia, comer menos e andar ereta.
A vida tá boa. Clarice na cabeceira e Gomez no winamp. Chinelinho no pé e docinho na geladeira.
Não sei para onde foi parar toda a energia do começo do ano que me fazia ir a academia, comer menos e andar ereta.
A vida tá boa. Clarice na cabeceira e Gomez no winamp. Chinelinho no pé e docinho na geladeira.
Minha super amiga, libriana, viajante, andarilha, solteira e muito mais outros adjetivos, super me pôs a par que há uma salvação! Tenho sim amiga aqui pertinho de mim que não esteja prenha, parido ou casada. Sendo assim diminui o sentimento de que fiquei para tia e me orgulho cada vez mais da decisão de filhos : um dia, talvez, mas no momento nem sob tortura chinesa.
Acho que todo mundo deveria ler um livro chamado ” NO KIDS!”, mas enfim, a amiga belga libriana apesar de ter parido essa semana ainda se lembrou do evento do mês e hj ao chegar em casa tive uma enorme supresa. havia uma caixa diretamente vinda do velho continente com muitos chocolates para mim e um livro. Vou comer aos poucos cada um deles. Assim me livro do Lacta e não viro uma bola.
A conclusão de um dia cheio de trabalho com o nariz caindo é que algumas pessoas valem a pena nessa vida. Outras bem que podiam parar de aparecer nos sonhos noturnos.
The Great Gig in the Sky
(Wright) 4:44
“And I am not frightened of dying, any time will do, I
don’t mind. Why should I be frightened of dying?
There’s no reason for it, you’ve gotta go sometime.”
“If you can hear this whispering you are dying.”
“I never said I was frightened of dying.”
(Instrumental)
O filho da Fieke nasceu ontem, lá na Holanda, dentro de casa, ela descobriu quem ele era no momento em que nasceu. Até então não queria saber o sexo. O pai olhou para o rebento e nomeou de Timo. Enquanto isso por aqui, Bento e Leonardo nascem. Lucas comemora aniversário. Enfim, todas minhas grandes amigas de Libra procriam seres de Peixes. Sou tia 3 vezes em um só mês. Só espero não começar a esquecer minha pílula por aí.
Ainda não tenho 30 anos, mas como sempre minhas amigas são mais velhas do que eu. Maioria tem 30 e parando para pensar no momento da vida acho que a fase começa mesmo.
Nessa fase não somos mais jovens com vontade de desbravar o mundo, cheias de esperanças e sonhando com a vida adulta. Agora somos adultas, temos contas a pagar, usamos cremes, nos cuidamos mais, não somos bixo-grilo, falamos mais o que pensamos, temos uma ou duas faculdade nas costas, uma pós ou mestrado,trabalhamos muito e ainda, ainda sim não chegamos onde queríamos. Ou chegamos sim, com muito orgulho mas a eterna busca de algo que ninguém sabe definir continua.
No fim de semana mais do que agradável com minhas amigas me orgulho de todas elas e de mim mesmo. No meio das conversas trocamos nossas experiências, constatamos que família faz mal a saúde, elocubramos sobre a falta, a presença ou a feliz ausência do orgão genital masculino e comemos sem culpa. Na grande reunião todas saem com um sorriso no rosto com suas próprias constatações.
O carnaval veio. Depois de uns 5 anos sem saber o que era isso lá fui eu ficar dias sem trabalhar por conta desse mega evento nacional. Peguei um busão e 12 horas e 2 dramins depois cheguei a cidade maravilhosa. Pude constatar que ela continua linda, já que é a segunda vez que vou até lá. Já posso cantar a música e me considero praticamente uma carioca em certos momentos.
Primeiro dia foi fim de tarde em Ipanema, não sei onde fica Itapuã, mas a música era a mesma. Bloquinhos e mais bloquinhos se formavam nas ruas e qto mais batuque ouvia, mais fugia. Terminei a noite ouvindo Chico Buarque no barzinho da esquina.
Segundo dia revi o amigo eterno dos tempos europeus. Chorei dentro de uma cobertura em copacabana e relembrei vários momentos da vida. Enquanto os gringos foram para sapucaí fui dormir.
Finalmente o domingo chega e depois de muitas periécias entrei dentro de uma Van e mais ou menos 4 horas depois chego em Angra dos Reis. Dessa vez não precisei de Dramin para dormir, dormi tanto sentada que as vezes penso o porque que tenho insônia, já que sou capaz de dormir em qualquer posição… Enfim, voltas e mais voltas me deparo com a situação de entrar num barco e viajar mais 3 horas.
Sou valente e acho que aguento uns trancos mas na real quase morri de medo do tal do braco, felizmente o estômago não reclamou da situação. O comandante estava mega chapado e repetia insanamente palavras. Tentou fazer um churras, mas o cara tava tão chapado que num saiu carne alguma.
O destino foi Aventureiro, uma praia com 150 habitantes. O Ibama controla e tem um coqueiro que vale a pena ser visto. Ao chegar no cais, tem um trilha onde pessoas insanas gritam para amendontrar os newcomers, logo ao pisar na areia as crianças dá boas-vindas.
Foram 3 noites e dois dias. Vários borrachudos e pernilongos mas muitas boas memórias. conheci gente que mora nesse local há 37 anos. Tenho certa curiosidade o que é passar alguns anos no mesmo lugar. Tive a oportunidade de saber que sim, brasileiro é educado sim, no acampamento todo mundo se cumprimenta e vive em paz. Diferentemente do meu prédio e das pessoas do metro, encontrei muita gente educada. Conversei e nem precisei ficar me apresentando.
Acordar com o sol raiando e ir direto para o mar é algo que não tem preço. Quem dera todos os dias poder fazer isso. Assim não ficava morgando na cama pensando na morte da bezerra tão frequentemente.
A volta do lugar paradisíaco não foi lá muito fácil, porém ultra -divertida. O meu estômago deu sinal de vida, usei uma sacolinha, o barquinho era dez vezes menor do que o primeiro, como no dia já tinha tido o medo paralizante em cima de uma pedra super baixa o barquinho não me afetou. Achei que ia jogar baralho na rodoviária de angra e admirar a cachorra pirada que ficava rodando em volta do rabo. Entretanto, o destino providenciou uma van até o Rio. Diversões a parte embarco para Assis. Volto a tomar meu Dramin e pum o ônibus pega fogo.
Eu tenho sorte com ônibus, já perdi a conta de qtas vezes fiquei na estrada. Pelo menos puder ver as vaquinhas escocesas ao vivo em uma dessas aventuras.
Enfim, considerando o inferno astral do momento eu tive dias incríveis e agora é trabalhar para ter mais e mais dias por aí!
Felizmente, passei o carnaval sem ver uma única escola de samba. Assim eu encaro o carnaval por muito mais tempo.
Vivo tentando organizar minhas memórias. Tenho lembranças maravilhosas, sinto um aperto ao saber que nunca mais vou estar onde estive. As pessoas se foram, mudei fisicamente dos lugares. Tomar um café na Royal Mile se torna algo praticamente impossível. Enquanto isso o Hugo Cháves continua no poder e eu continuo a procurar o próximo lugar.